Relator vota por condenação de Geddel e Lúcio Vieira Lima em processo do bunker de R$ 51 milhões

Relator vota por condenação de Geddel e Lúcio Vieira Lima em processo do bunker de R$ 51 milhões Destaque

O julgamento dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima e mais dois reús no caso do bunker de R$ 51 milhões encontrados em um apartamento de Salvador, em 2017, ocorre no Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (1º). O relator do caso, ministro Edson Fachin, votou pela condenação dos irmãos. O caso é  julgado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), composta pelos ministros: Cármen Lúcia, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandoski e o relator.

Fachin considerou que o armazenamento dos R$ 51 milhões constitui, por si só, um crime de lavagem. Ainda em seu voto, o relator apontou outros oito atos de lavagem de dinheiro, investimentos em bens imobiliários desviados da Caixa Econômica Federal - quando Geddel foi presidente.

O STF ainda vai decidir a necessidade de prisão preventiva dos Vieira Lima.

O caso será retomado na próxima semana. Para a condenação, serão necessários mais dois votos dos ministros.

Relembre o caso

O inquérito para investigar o caso foi aberto pelo Supremo em outubro de 2017, tendo, inicialmente, como réus Geddel, irmão dele, ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima, a mãe dos dois, Marluce Vieira Lima, além do ex-diretor da Defesa Civil de Salvador, Gustavo Ferraz, do empresário sócio da Cosbat, Luiz Fernando Machado da Costa Filho, e do ex-assessor de Lúcio, Job Ribeiro Brandão.

Em 8 de março de 2018, a Segunda Turma do STF decidiu, por unanimidade, sobre a abertura de ação penal contra cinco dos seis acusados, que passaram a responder na Corte pelos crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores, além de organização criminosa. Gustavo Ferraz foi inocentado de todas as acusações e teve a prisão domiciliar revogada.

Mais tarde, em novembro do ano passado, o ministro do STF decidiu que a matriarca deveria ser julgada pela Justiça Federal para não atrapalhar o andamento do processo, já que ela faltou, alegando problemas de saúde, aos dois depoimentos agendados por Fachin.

Desde que foi preso, o emedebista foi diagnosticado com depressão, perdeu peso, foi mantido em ala de segurança máxima da Papuda, além de ter se envolvido em outros episódios dentro da penitenciária.

Além de tentar a revogação da prisão preventiva, Geddel tem se aplicado para, em uma possível condenação, ter a pena reduzida ao máximo possível. Para isto, o ex-ministro tem se valido da remição da pena por estudo, já que, por bom comportamento, não seria possível. O baiano já leu livros e realizou cursos EAD enquanto aguarda a decisão final do STF.  Para curso concluído, a pena é reduzida 15 dias.

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