Saúde: Salvador pretende ultrapassar 55% de cobertura na atenção primária até 2020

Saúde: Salvador pretende ultrapassar 55% de cobertura na atenção primária até 2020 Destaque

Salvador tem uma população de quase três milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por problemas financeiros ou por opção, a maior parte dessas pessoas necessita da saúde pública. A capital baiana, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), conta com um hospital municipal de execução direta e 14 estabelecimentos conveniados entre hospitais e clínicas; 90 clínicas contratadas; 16 unidades de urgência e emergência (09 UPAs - Unidades de Pronto Atendimento, 06 Pronto Atendimentos e 01 Pronto Atendimento Psiquiátrico) com 308 leitos, sendo 181 para adultos, 82 pediátricos e 45 Semi-Intensivas.

A capital baiana também possui seis Centros de Especialidades Odontológicas; três Serviços de Assistência Especializada; quatro Multicentros de Saúde; 18 Centros de Atenção Psicossocial; 139 Unidades Básicas de Saúde (UBS), sendo 92 com Saúde da Família; uma Unidade de Atendimento Odontológico 24h e três Centros de Saúde Mental.

À frente de uma das pastas mais importantes para a prefeitura de Salvador está Leo Prates (DEM). O engenheiro elétrico, que tem como origem política o movimento estudantil e está licenciado Assembleia Legislativa da Bahia, acredita que a saúde não tem partido. Ele fala sobre a Secretaria e as novidades para a saúde da capital baiana.

BNews– Como tem sido o trabalho na Secretaria Municipal de Saúde?
Leo Prates – Trabalho difícil, exaustivo, mas gratificante porque significa cuidar do bem mais precioso das pessoas, que é a vida. Então, nós somos uma secretaria de vidas e a população pode ter certeza que nós iremos fazer o nosso melhor, com nossos erros e acertos, nossas qualidades e defeitos, para cuidar da vida dela.

BNews – Como está a situação da saúde em Salvador?
Leo Prates – É uma situação muito boa em termos dos avanços, mas há muito o que ser feito. É inegável que o prefeito ACM Neto (DEM) avançou bastante. Na atenção básica, nós temos hoje 50% de cobertura. Você olha pra frente e fala que faltam os outros 50% de uma população para cobrir na atenção primária, mas você olha para trás e vai dizer: ‘olha, Salvador tinha 18%’. O prefeito ACM Neto fez muito e nós vamos continuar esse trabalho dedicado à atenção primária, é o nosso foco e o nosso primeiro objetivo. O meu sonho é passar de 55% de cobertura até dezembro de 2020. Essa foi a missão que o prefeito ACM Neto me deu e eu estou focado nisso.

Lançamos na última semana o programa de residência em saúde, especialmente a residência médica, que estamos chamando de “Mais Saúde”. Eu acho que agora o objetivo é qualificar. Nós vamos dar o segundo salto na administração do prefeito ACM Neto na questão primária, que é qualificar essa atenção primária (atendimento para prevenir que as doenças evoluam) e a residência em saúde, porque são várias especialidades.

BNews–  Quais os serviços oferecidos pela saúde em Salvador?
Leo Prates – Nós oferecemos tudo: atenção primária, média e alta complexidades. Tudo funciona em rede, mas qual é o nosso sonho? É chegar como Florianópolis, por exemplo. Nos postos de saúde de lá, 90% da população resolve todos os seus problemas. O médico em Florianópolis encaminha 10% do seu atendimento para a média e a alta complexidades. Esse é o sonho de consumo de Salvador e nós vamos chegar lá.

BNews – Como você avalia o trabalho da regulação?
Leo Prates – A regulação é um sistema nacional criado para administrar as vagas na área de saúde. O problema das vagas é o problema dos leitos. É preciso dizer também que nós temos uma cultura hospitalar. Nós temos duas culturas que estamos tentando vencer na Secretaria Municipal de Saúde, conscientizando a população e melhorando o serviço: a primeira é a da senha. Toda a população vai para os postos de saúde pela manhã. Isso gera um grande fluxo em apenas um turno. Quando você vai no posto pela tarde, o fluxo é quase nenhum. A segunda cultura é de ir para o hospital ou UPA por qualquer problema, ao invés de procurar os postos de saúde. Isso é fora do Sistema Único de Saúde, que fala da atenção primária, da média complexidade e da alta complexidade. Então, nós temos que, por um lado, qualificar os postos e, por outro lado, temos que conscientizar a população sobre os serviços oferecidos nos postos de saúde.

BNews – Como tem sido a parceria com o Governo Federal?
Leo Prates – A relação tanto com o Governo Federal quanto com o Governo Estadual está excepcional. O ministro Luiz Henrique Mandetta e o secretário Fábio Villas-Boas são diletos amigos. O ministro liberou R$ 43 milhões para a ampliação do teto de média e alta complexidades na cidade de Salvador e isso vai nos permitir aumentar a rede de serviços para a população porque não é só o número de hospitais, mas o número de procedimentos. Por exemplo: Tenho 170 procedimentos pactuados com o Hospital Santa Izabel.

Quanto à questão da residência, Mandetta nos parabenizou, dizendo que este é o caminho porque o programa “Mais Saúde” visa, principalmente, atrair médicos apaixonados pela área de saúde da família, que sejam qualificados para esse tipo de atendimento, e queremos fixá-los em determinados locais da cidade.

Temos dificuldades de fixação dos médicos principalmente em três distritos: São Caetano/Valéria, Subúrbio Ferroviário e Cajazeiras (em áreas mais específicas deste último). Criando o programa de residência, a prefeitura está criando um médico, em tese, apaixonado por essa carreira; que entende melhor o programa de Saúde da Família, então vai saber diminuir o número de encaminhamentos para a nossa rede de média e alta complexidades; e terá um médico fixo para atender melhor essas questões da população. Acredito que esse projeto é para as futuras gerações.

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