Bahia com H

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Menos de um mês antes da canonização de Irmã Dulce, o Complexo Turístico Religioso do Anjo Bom da Bahia começou a ser reformado na manhã desta terça-feira (17). O vice-prefeito Bruno Reis (DEM) esteve no local, situado no Largo de Roma, para autorizar o início da intervenção.

A projeção é de que as obras sejam concluídas no dia 15 de outubro, dois dias depois da cerimônia de canonização da primeira santa brasileira, no Vaticano. Reis esteve acompanhado da superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), Maria Rita.

De acordo com Bruno Reis, a fachada do complexo também será realçada pela lavagem do prédio, retirando as películas soltas. “Vamos deixar o local pronto para receber os milhares de romeiros e devotos, que virão para o evento de canonização em Salvador, em 20 de outubro, na Arena Fonte Nova. Tenho certeza que as pessoas aproveitarão esse final de semana para visitar o Santuário de Irmã Dulce e a Colina Sagrada”, assinalou o vice-prefeito.

A primeira etapa da obra será executada com recursos da Prefeitura, por meio da Secretaria de Manutenção (Seman). A segunda ainda não tem investidores definidos.

A Bahia foi escolhida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta terça-feira (17), para ser a próxima sede brasileira do Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), em 2021. O evento reúne empresários interessados em efetivar parcerias, troca de tecnologias e fechar negócios.  A edição de 2020 ocorrerá em Munique, na Alemanha.

"Já temos oito empresas alemãs de peso, operando na Bahia: Basf, Continental, Bosch, Sowitec, Siemens-Gamesa e Knauf. Tenho certeza que os contatos que o Governo do Estado fez na EEBA, em Natal, vai render novos investimentos. Receber a edição de 2021, aqui, será ainda mais estratégico para fecharmos novos negócios e gerarmos mais  empregos para os baianos", comemorou João Leão (PP), vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia.

"O EEBA é uma ótima oportunidade para que as empresas alemãs conheçam melhor nossas oportunidades de investimento e nosso ambiente de negócios, motivos pelos quais a Bahia pleiteou sediar este evento em 2021, quando voltará a ser realizado no Brasil", explicou Paulo Guimarães, superintende de Atração de Investimentos e Fomento ao Desenvolvimento Econômico da SDE.

O governo baiano montou um estande no evento e apresentou as potencialidades de investimentos no estado, integrando os campos da economia (SDE), turismo (Setur), planejamento (Seplam) e cultura (Secult). Produtos da agricultura familiar produzidos na Bahia também foram expostos pela SDR.

O EEBA é organizado pela Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e pela CNI, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK).

Como último ato enquanto procuradora-geral da República, Raquel Dodge denunciou um conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Rio, no caso do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), além de abrir novo inquérito referente ao caso. As informações são do portal Metrópoles.

Segundo a procuradora-geral, houve “um esforço” para que as investigações no Rio de Janeiro “passassem longe dos reais autores do crime”. “Há inércia e dificuldade de investigar e identificar os mandantes, elucidando esta parte da trama criminosa”, justificou.

Na denúncia de Dodge, Domingos Brazão utilizou o cargo e estrutura do gabinete do TCE-RJ, acionou um agente da Polícia Federal aposentado, para conseguir desvirtuar a investigação, com auxílio do delegado da Polícia Federal Helio Khristian.

De acordo com a reportagem, o documento revela que o nome do ex-conselheiro aparece em troca de mensagens entre o miliciano Rodrigo Jorge Ferreira e a advogada Camila Moreira. A dupla teria arquitetado uma trama para apontar o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, além do vereador Marcello Siciliano, como autores do assassinato.

Quase nada mudou para o Vitória desde o último levantamento realizado pelo BNews apontando as necessidades do time para conseguir o acesso à série A ainda este ano. Há um mês, o Leão estava na zona de rebaixamento, na 17ª colocação e com 14 pontos. De lá pra cá, foram sete partidas, 10 pontos conquistados em dois triunfos, quatro empates e uma derrota.

Mas, apesar de atualmente ocupar a 15ª posição, com 24 pontos, a realidade rubro-negra praticamente não mudou em relação ao que precisa para subir. Os três empates dentro de casa, contra América-MG, Operário e Botafogo-SP acabaram estagnando o Vitória na tabela e nem os dois triunfos fora de casa, contra CRB e Vila Nova, foram suficientes para deixar o Leão mais próximo do seu objetivo.

Para completar, na última rodada, quando estreou os mandos de campo na Arena Fonte Nova, o Rubro-Negro acabou derrotado por 1 a 0 para o Guarani, até então último colocado. O resultado negativo deixou o time baiano a apenas um ponto do Z-4 e com obrigação de vencer de qualquer jeito o São Bento, agora na laterna, nesta terça-feira (17), para não voltar à temida zona. A partidad acontece a partir das 21h30, no estádio Walter Ribeiro, na cidade de Sorocaba.
No entanto, ainda dá pra sonhar com o acesso à primeira divisão em 2019. Deixando de lado o emocional, a falta de motivação que o elenco apresentou no último jogo e a falta de fé de parte da torcida, o Vitória ainda pode usar a calculadora e se basear nos números para possivelmente ganhar um estímulo em subir na tabela e consequentemente alcançar o G-4.

Vitória tem que vencer ao menos 15 jogos dos 23 restantes se quiser subir para série A

Tirando como parâmetro os mesmos quesitos apontados no último levantamento feito por nossa reportagem, o Leão precisa agora de, ao menos, 13 vitórias para entrar de vez na briga pelo acesso. Conseguindo esses triunfos, o Rubro-Negro somaria mais 39 pontos aos 24 já conquistados e chegaria aos 63, pontuação média dos times que ficaram na 4ª colocação nos últimos anos.

Pontuação dos últimos que conseguiram o acesso na quarta posição entre 2014 e 2017
2014 - Avaí subiu com 62 pontos (18 triunfos); o Vasco foi o 3º com 63 pontos e dois triunfos a menos que o Avaí

2015 - América-MG subiu com 65 pontos (19 triunfos); o Vitória conquistou o acesso em 3º com um ponto a mais e o mesmo número de triunfos; Botafogo campeão com 72 pontos

2016 - Bahia subiu com 63 pontos (18 triunfos); Atlético-GO foi campeão com 76 pontos

2017 - Paraná subiu com 64 pontos (18 triunfos); América-MG foi campeão com 73 pontos

Em 2018 a pontuação ainda foi menor
E se com 63 pontos, entre 2014 e 2017, o Vitória ainda estaria brigando por uma vaga, no ano passado, o Leão já estaria garantido e na vice-liderança. Ao fim do campeonato em 2018, a equipe do Goiás conseguiu a 4ª colocação com apenas 60 pontos, mesma pontuação da Ponte Preta, que ficou em 5º lugar e permaneceu na série B. Na disputa, Fortaleza foi campeão com 71 pontos, CSA ficou em 2º com 62 e Avaí em 3º com 61.

O que resta na disputa
Vale lembrar que entrando na 23ª rodada do Brasileirão da série B, ainda há em disputa 48 pontos, contando com a partida desta terça. Ou seja, caso o Vitória tenha mais quatro resultados negativos, praticamente pode dar adeus matematicamente ao sonhor de retornar à elite em 2019.

Dos jogos, oito serão em casa e oito fora dos domínios rubro-negros. Em seu mando de campo, o Vitória enfrenta Atlético-GO, Sport, Oeste, Londrina, Figueirense, Brasil de Pelotas, CRB e Coritiba. Já longe de Salvador encara São Bento, Bragantino, Cuiabá, Criciúma, Ponte Preta, Paraná, América-MG e Operário.

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) exonerou o ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia da Bahia Vivaldo Mendonça da secretaria parlamentar do seu gabinete em Brasília, conforme publicação no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (11).

Ano passado, Vivaldo chegou a criticar publicamente o governador Rui Costa por, segundo ele, preterir Lídice da chapa majoritária. “Que pragmatismo político é este que é capaz de romper com um projeto de sociedade que fez dele ser o que é? Impedir a candidatura de Lídice na chapa dele não quer dizer que ela não possa ser candidata, ou a Bahia tem dono? Não tem”, afirmou, à época.

De acordo com informações da assessoria da deputada, a exoneração de Vivaldo aconteceu a pedido do próprio, que sinalizou a necessidade de "assumir novos desafios".

O Sindicato dos trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP), responsáveis por quase a totalidade de operações do país, anunciou greve, nesta terça-feira (10), por tempo indeterminado. A categoria, que é contra a privatização da empresa pública federal, busca reajuste salarial pela inflação e a manutenção de benefícios.

Para o Sintect-SP, "a direção dos Correios a mando do governo se negou a negociar com os trabalhadores. O próprio TST denunciou isso". A categoria ainda afirmou que "a intenção do governo e da direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é acabar com os benefícios da categoria".

No último dia 4 de setembro, os Correios rejeitaram uma mediação feita pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) com funcionários e, pela primeira vez, uma empresa fechou as portas, de forma unilateral, em negociação dirigida pela corte, que é responsável por arbitrar impasses envolvendo categorias de empresas com abrangência nacional.

A privatização dos Correio é uma medida defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e, segundo ele, a iniciativa melhoraria e baratearia os serviços prestados.

Depois da vitória por 3 a 1 na decisão da Copa América, a Seleção Brasileira volta a enfrentar a equipe do Peru, em partida amistosa que será disputada no início da madrugada desta quarta-feira, no Los Angeles Memorial Coliseum, na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos. O time dirigido por Tite vem de empate diante da Colômbia na última sexta-feira, em Miami, enquanto a seleção peruana foi derrotada pelo Equador, em jogo também realizado nos Estados Unidos, pela Data Fifa.

Brasileiros e peruanos podem encontrar um gramado bastante irregular, principalmente pela realização, neste final de semana, no estádio, de uma partida do futebol americano universitário.

Na Seleção Brasileira, o técnico Tite parece disposto a fazer mudanças na equipe que empatou com a Colômbia. A intenção do treinador é observar vários dos convocados para que possa avaliar quem tem condições de integrar a equipe nas próximas competições oficiais, como as eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022.

A tendência é que a defesa sofra algumas alterações com as entradas dos laterais Fagner e Jorge nas vagas de Daniel Alves e Alex Sandro. Existe também a possibilidade de que o desgastado Thiago Silva ceda seu lugar para Militão.

No meio de campo, Allan poderia ganhar uma oportunidade na vaga de Arthur, enquanto o atacante David Neres ocuparia o lugar de Richarlison. O atacante Neymar, que voltou ao time e recebeu elogios da comissão técnica por sua atuação, tem presença garantida na equipe.

Peru

O técnico Ricardo Gareca não esquece a derrota sofrida na final da Copa América e pretende adotar um esquema cauteloso contra o Brasil. Sem Paolo Guerrero, liberado para defender o Inter nas finais da Copa do Brasil, o treinador pretende fortalecer o sistema defensivo. Os meias Gabriel Costa e Édison Flores terão a missão de ajudar os laterais Advíncula e Trauco no confronto com os atacantes brasileiros, e ainda terão a obrigação de se tornarem a primeira opção de ataque quando o time inca estiver com a bola.

O comandante argentino também confirmou a volta do meia Yotún e que dará uma nova chance a Cueva, que decepcionou na derrota para o Equador.

FICHA TÉCNICA

BRASIL x PERU
Local: Los Angeles Memorial Coliseum, em Los Angeles (EUA)
Data: Quarta-feira, 11/09/2019
Horário: 00:00 (de Brasília)
Arbitragem: Não divulgado

BRASIL:

Ederson; Fagner, Marquinhos, Thiago Silva (Militão) e Jorge; Casemiro, Arthur (Allan) e Philippe Coutinho; Richarlison (David Neres), Neymar e Roberto Firmino. Técnico: Tite

PERU:

Gallese, Advícula, Zambrano, Abram e Jorge Trauco; Tapia, Yotún, Cueva e Costa: Flores e Ruidiaz. Técnico: Ricardo Gareca

O pré-candidato à prefeitura de Lauro de Freitas em 2020, empresário Teobaldo Costa (sem partido), dono do Atakarejo, sugeriu que a prefeita do município, Moema Gramacho (PT), não conhece a lei eleitoral, após a gestora alfinetar os concorrentes na disputa de realizar propagando eleitoral irregular.

"Acho que a prefeita precisa conhecer melhor a lei eleitoral. Depois de 2016, a campanha passou a ser 45 dias e a pré-campanha não é mais 90 dias, é todo período eleitoral", explicou Teobaldo.

Em 2015, véspera das últimas eleições municipais, foram realizadas alterações em artigos, parágrafos e incisos que versam sobre pré-campanhas, campanhas eleitorais, arrecadação de recursos, regras de filiação em partidos políticos, dentre vários outros assuntos.

O pré-candidato pode fazer menção à sua candidatura, participar de programas em rádio, televisão e internet, além de posicionamento sobre assuntos políticos, inclusive nas redes sociais.

Aliança

Na ocasião, Teobaldo, que tem circulado em Lauro de Freitas ao lado de Mateus Reis (Cidadania), que deve concorrer como candidato a vice-prefeitura ao lado do empresário, falou de alianças com outros concorrentes.

"Estamos conversando com diversas pessoas, partidos, todo mundo que tiver imbuído de construir um futuro melhor pra Lauro de Freitas, a gente tá aberto pra conversa", afirmou o pré-candidato.

Também concorrem à prefeitura a atual gestora, Moema; a deputada estadual Mirela Macedo (PSD); Gustavo Ferraz (PV); e o ex-secretário municipal, antigo aliado da prefeita, Mauro Cardim (PP).

O BNews já havia noticiado a possível aliança entre os pré-candidatos de oposição à atual gestão no município. Durante as comemorações de 57 da emancipação de Lauro, Mirela,Teobaldo e Mateus caminharam juntos pela cidade.

Pesquisa nacional feita pelo Datafolha mostra que a maioria dos brasileiros aprova a implantação do árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) no futebol. De acordo com o levantamento, 58% dos entrevistados acham que o auxílio tecnológico aos juízes mais ajuda do que atrapalha.

Das 2.878 pessoas ouvidas em 175 municípios nos dias 30 e 31 de agosto, todas com mais de 16 anos, 29% disseram que o VAR mais atrapalha do que ajuda. Para 2%, a novidade não ajuda nem atrapalha. Outros 11% não souberam responder.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

No universo daqueles que têm um time de futebol, 63% afirmaram que o VAR mais ajuda, 31% disseram que mais atrapalha, 2% opinaram que não ajuda nem atrapalha e 5% não souberam responder.

Entre os que não têm um time, há uma parcela maior que não sabe responder: 30%. Ainda assim, é considerável a vantagem dos que disseram que o juiz de vídeo mais ajuda (44%) em relação aos que consideram a novidade prejudicial (24%) e aqueles que veem o efeito como neutro (2%).

A pesquisa mostrou também aprovação geral por parte da torcida de cada clube.

Todas as equipes que atingiram ao menos 2% da preferência nacional (em ordem alfabética, Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco) têm maioria de torcedores que considera o juiz de vídeo positivo.

No caso do Flamengo, por exemplo, com margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos, 67% disseram que o VAR mais ajuda do que atrapalha.

A edição atual do Campeonato Brasileiro é a primeira com a presença do VAR. O recurso está presente nas competições nacionais do país desde o ano passado, quando foi acionado a partir das quartas de final da Copa do Brasil.

Sua estreia na Copa do Mundo também ocorreu na edição de 2018, realizada na Rússia.

Apesar da aprovação, a experiência não tem sido realizada sem tropeços. Há críticas ao seu uso em lances interpretativos e à falta de agilidade na checagem das jogadas.

Levantamento feito pela Folha até a 17ª rodada mostra que as partidas do Brasileiro em que o VAR é usado e relatado na súmula têm, em média, 8min54 de acréscimos. É um aumento de 31,5% em relação aos 6min46 de 2018.

"Da maneira de que o VAR está sendo tratado, com penduricalhos, com um protocolo bem amplo, é um desastre", disse o ex-árbitro Arnaldo Cezar Coelho, uma das vozes que se levantaram contra o juiz de vídeo. "Desastre porque mexe com a essência do futebol, que é o gol. O cara não vibra como poderia vibrar. Ou vibra seis minutos depois."

Houve mesmo casos em que a espera foi longa até que se tomasse uma decisão. No empate por 1 a 1 do Flamengo com o Corinthians, em julho, por exemplo, o árbitro Leandro Vuaden aguardou mais de cinco minutos, com a mão no ouvido, até validar o gol de Gabriel Barbosa, que tinha sido anulado.

O atacante rubro-negro celebrou, aos 45 minutos do segundo tempo, como se tivesse acabado de balançar a rede, o que ocorrera aos 39.

Ele mesmo admitiu posteriormente o constrangimento com a situação, que se tornou recorrente. Os jogadores, os torcedores e os narradores estão tendo de se habituar à nova realidade, com gritos e punhos cerrados retardatariamente.

Para a CBF, vale a pena. Em apresentação feita no mês passado, a confederação apontou que foi de 98% o índice de acerto em lances capitais até a 14ª rodada.

Ainda de acordo com a entidade, o acerto sem o VAR no mesmo período foi de 77,4%. Com o auxílio, diz a organizadora do Brasileiro, os árbitros erraram em 10 lances capitais, contra 88 na mesma altura do Nacional de 2018.

"Isso é uma melhora de 90%. Eu enxergo o copo meio cheio. O auxílio do VAR é indispensável hoje em dia. A reclamação dos clubes diminuiu muito. Os acertos da arbitragem brasileira crescem", afirmou Leonardo Gaciba, presidente da comissão de arbitragem da CBF. "O VAR mostra que a velocidade do jogo acabou vencendo o olho humano."

Nas 139 partidas que entraram na contabilidade da CBF, foram realizadas 764 checagens e 87 revisões.

De acordo com a entidade, até a 14ª rodada, houve acerto de 91,76% nos lances de pênalti, que sempre têm revisão em vídeo. Nos impedimentos, os dados apresentados apontam 93,5% de acerto.

Para 58% dos brasileiros, como apontou o Datafolha, a avaliação também é positiva.

Comparado a Chico Xavier, mas pouco conhecido fora da religião espírita, o baiano Divaldo Pereira Franco, 92, terá sua história contada no filme "Divaldo - O Mensageiro da Paz", que estreia nos cinemas em 12 de setembro com Ghilherme Lobo, Regiane Alves, Bruno Garcia e Marcos Veras no elenco.

O F5 viajou para Salvador para conhecer Divaldo Franco e a Mansão do Caminho, organização social mantida por ele. Lá é um espaço de 78 mil m2 que atende a comunidade carente da capital baiana, principalmente a do bairro Pau de Lima, de quem é vizinha.

O espaço impressionante (que lembra um campus universitário) é o resultado de um trabalho iniciado por Divaldo Franco nos anos 1950 --história que é contada no filme.

Só a creche recebe 3.000 crianças por dia, com a ajuda de mais de 300 funcionários e 400 voluntários. Há uma escola fundamental, uma de ensino médio em construção, uma clínica de partos humanizados, uma padaria, uma farmácia e isso é só começo do que a instituição faz gratuitamente. Claro, há ainda, um centro espírita que faz parte do conglomerado.

Franco começou esse trabalho em uma pequena casa, onde acolhia crianças carentes, que adotou como seus filhos. Há diversos desses filhos hoje que trabalham na instituição como funcionários. "Começamos com uma escola à sombra de uma mangueira. Arrumamos caixotes de cebola para fazer carteira e no quintal nós dávamos aula. Aí nasceu esse ideal de educar", afirma Divaldo.

A Mansão do Caminho passa a sensação de bioma perfeito por estar ao lado de uma comunidade perigosa, mas passar uma sensação de extrema segurança. "Nunca houve nenhum incidente de violência aqui dentro, nem cigarro acendem por aqui", conta o professor e médium.

Franco acredita que a ideia poderia ser replicada pelo Brasil quando houver alguns princípios mais bem definidos. "Allan Kardec perguntou aos espíritos qual era a grande solução para o problema da humanidade e a resposta foi: a educação", conta ele. "Não aquela que se adquire pelos livros, mas aquela que tem a ver com as qualidades morais, porque elas combatem o materialismo e a crueldade", define ele.

O JOVEM QUE VIA OS MORTOS E AMIZADE COM CHICO XAVIER

Conhecido em todo o estado da Bahia, Divaldo Franco é citado como o "novo Chico Xavier" por alguns espíritas, mas ele diz que não é exatamente assim. "Pra mim, ele é um grande mestre. Não me sinto um continuador do trabalho dele, mas me sinto como alguém envolto, como ele, da propaganda do espiritismo. Ele era 'o concur' pela sua irradiação de amor e paz, por isso ele foi pra mim um grande mestre", defende Franco, que foi amigo de Xavier por longos anos.

Na infância e juventude, Franco sofreu preconceito dos familiares e representantes da igreja onde ele nasceu, em Feira de Santana (BA), por ter uma forte mediunidade. Por muitas vezes, foi considerado completamente louco.

Tratadas com tom humor no filme, que deixa a questão mais leve, uma das cenas que acabaram sendo cortadas do longa foi a fuga de Divaldo de uma sessão de eletrochoque. "Foi um momento decisivo da minha vida. Eu estava trabalhando no setor de seguros privados. Alguém me chamava no balcão e eu ia atender, era muito real. O meu chefe ficava indignado e eu indignado com ele, porque eu achava que ele estava me humilhando, mas ele dizia que não tinha ninguém lá", lembra Divaldo.

Por volta dos 19 anos, ele tentou se explicar e pediu ajuda aos colegas para conseguir distinguir os vivos e os mortos. "Quando uma colega faltou, um cavalheiro me chamou e fui atender, mas o pior é que ele também tinha morrido. Disse ao meu chefe que ele queria mudar o nome da beneficiária. Dei o nome do homem e numero do arquivo, meu chefe ficou assustado", conta Divaldo.

Foi nesse momento que ele o mandou ao psiquiatra. "Na hora exata que o médico disse: deita nessa caminha, fui avisado por um espírito amigo que ele aplicaria o eletrochoque. Fugi", conta ele, que desceu 16 andares de um prédio correndo.

COMO NASCEU O FILME

Divaldo Franco conta que tentam contar a sua história há mais de dez anos. A primeira ideia seria fazer um filme sobre Joanna de Ângelis, a mentora espiritual de Divaldo, por quem ele escreveu uma série de livros sobre psicologia.

Aos idealizadores do filme, Franco contou uma história para dizer que "uma pessoa só sabe se é realmente feliz, após a morte" e, por isso, pediu que o filme fosse adiado. "Mas eu não esperava uma vida tão longa!", brinca o médium, que acabou se vendo nas telas do cinema ainda vivo.

Ao longo da aprovação das primeiras ideias, Franco pediu para "tirar os entusiasmos desnecessários" e menções "partidaristas do espiritismo". "Para mim é muito mais importante ser um cidadão ateu, do que um cristão sem dignidade", defende.

Quando Clovis Rossi apareceu como diretor do filme, o professor se sentiu mais tranquilo com as escolhas que seriam feitas.  Ao ver o filme e anunciar o lançamento em Salvador, ele desabafa. "É tão constrangedor que fica ate cômico. Chego a ficar exausto de tantas emoções", afirma ele.

Entre tantas mensagens que o filme se propõe a passar, Franco cita uma das maiores: "Vale a pena ajudarmos uns aos outros".

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